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O Desvendando Polímeros foi criado para auxiliar aqueles que precisam entender o comportamento dos materiais poliméricos e não sabem por onde começar. Alunos de graduação, profissionais e até mesmo curiosos poderão ter acesso a informações importantes para desvendar o mundo dos polímeros. Todo o comentário será bem-vindo, pois estaremos sempre dispostos a enriquecer o conteúdo deste site.

* Obtenção dos polímeros


A maioria dos polímeros é produzida a partir de matéria-prima petroquímica, que são os produtos finais do refinamento e da reforma do óleo cru (petróleo). O carvão mineral e alguns produtos naturais (como a celulose, o latéx, o óleo de mamona, o óleo de soja) são outros  fornecedores de matéria-prima conhecidos para a obtenção de polímeros.

O óleo cru fornece duas categorias principais de produtos: combustíveis e matéria-prima petroquímica.


Figura 1 - Usos do óleo cru

O óleo bruto passa pelo tratamento de DESSALINIZAÇÃO (remoção de água suspensa, sal, barro e outras impurezas inorgânicas). Depois vem o processo de REFINO (óleo é destilado tanto sob condições de pressão atmosférica como sob vácuo, fornecendo alguns produtos comercializáveis). A fração de maior interesse para a produção dos polímeros  é o nafta. Mas  é preciso saber que muitos componentes requerem conversões, pelo processo conhecido como REFORMA. Os produtos reformados sofrem então a MISTURA, um processo que combina alguns dos produtos obtidos pela destilação direta com porções de produtos  convertidos para obtenção de gasolina e outros produtos cujas composições precisam ser projetadas para fornecer as propriedades comerciais necessárias.


Figura 2 - Destilação do petróleo

Na etapa de reforma, as reações de alquilação e polimerização são reações de processamento usadas para combinar moléculas pequenas e assim formar moléculas maiores. Nas reações de alquilação, alcenos são ligados a um alcano ou a um composto aromático. A obtenção de alcanos ramificados também pode ser realizada através da combinação de um alcano de cadeia não ramificada com um isoalcano. Nas reações de polimerização, os alcanos são ligados uns aos outros pela ação de calor, de pressão e de um catalisador. 

Existem basicamente dois tipos de reações de polimerização: em cadeia ou em etapa. Na polimerização em cadeia, assim que a reação se inicia, os monômeros continuam se adicionando a uma cadeia, que vai crescendo. Isto produz um polímero de alto peso molecular e envolve reações com intermediários iônicos ou radicais livres. 

O outro processo, conhecido como polimerização por crescimento em etapas envolve uma reação de condensação na qual os dois grupos funcionais reagem um com o outro para eliminar uma pequena molécula neutra, normalmente água. Esta polimerização pode ser controlada para limitar o comprimento da cadeia, quando necessário.




Referências: 
Livro Cracterização de Polímeros, Canevarolo, 2007
http://academic.scranton.edu/faculty/cannm1/industrialchemistry/industrialchemistrymoduleport.html, 2012
http://transportes.ime.eb.br/MATERIAL%20DE%20PESQUISA/LABOTATORIO/LAB%20LIGANTES/03_asfalto.htm, 2012